Terapia Comunitária busca espaço no interior de São Paulo
A Terapia Comunitária, instrumento eficaz de fortalecimento das relações humanas na construção de redes solidárias e de apoio social, busca conquistar a atenção do poder público e da iniciativa privada nos municípios do interior de São Paulo. A formação de profissionais em Terapia Comunitária deve muito ao desempenho do Pólo Uakti*Ara, lançado no início dos anos 90 em Belém do Pará e que irradiou a experiência bem sucedida para São Paulo, a partir de 2000. Em 2006, o Uakti*Ara firmou parceria histórica com o IBDPH – Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Pessoa Humana, que passou a utilizar a Terapia Comunitária como forma de capacitar profissionais e implementar ações preventivas em Saúde Pública.
Existem no Brasil cerca de 11 mil terapeutas comunitários. Hoje, o IBDPH é a OSCIP que possui o maior número de turmas de Terapia Comunitária no Brasil, através do seu pólo de formação Uakti*Ara. A instituição subvenciona a formação de centenas de novos terapeutas, não só no Estado de São Paulo como em estados do nordeste brasileiro. Nos municípios onde a instituição mantém parceria, já foram beneficiadas quase 50 mil pessoas, em mais de 2.700 sessões de Terapia Comunitária.
Por que Uakti*Ara?
A etimologia do nome, cunhado e adotado pela especialista Maria Selma da Silva Nascimento, remonta à história do índio Uakti, natural do Vale do Rio Negro (AM). Uakti tinha alguns sinais físicos atípicos que o diferenciavam dos outros. Por essa razão, fora morto por um membro da tribo. Ou seja: Uakti foi cruelmente punido por ser diferente. O sufixo Ara, em tupi-guarani, significa ‘renascimento’. Portanto, o nome Uakti*Ara corresponde, literalmente, ao “renascimento do índio Uakti”. No contexto da Terapia Comunitária, que lida, fundamentalmente, com “coabitação das diferenças”, a analogia faz todo sentido.
Inscrições e informações sobre novas turmas de Terapia Comunitária podem ser obtidas através do telefone: (11) 2101-7050.