Dirigentes da TAM e GOL participam da reunião do Conselho dos Presidentes da ABAV
A reunião do Conselho dos Presidentes da ABAV, realizada hoje em São Paulo, no hotel Maksoud Plaza, contou com a presença de dirigentes da TAM e da GOL. O convite, feito pela diretoria da ABAV Nacional, teve como objetivo promover um debate democrático e direto acerca das dúvidas e preocupações dos presidentes das ABAVs Estaduais, que envolvem as duas companhias aéreas. Na opinião unânime dos dirigentes da entidade, a iniciativa constitui um marco na história da ABAV.
“Julgo importante para todos esse encontro entre os Agentes de Viagens e as duas companhias aéreas. Este é o momento de esclarecer dúvidas e de discutir abertamente os problemas encontrados, além de aproximar os dois lados. Este é o modelo de gestão participativa proposto pela nova diretoria”, declarou o presidente da ABAV Nacional, Carlos Alberto Amorim Ferreira, o Kaká.
O maior questionamento com relação ao acordo ABAV/TAM girou em torno da tarifa cobrada no site, que é reduzida em 10% da tarifa disponibilizada para os Agentes de Viagens, lojas TAM e Call Center. O diretor comercial da TAM, Klaus Kühnast, que estava acompanhado do gerente comercial Toni Garcia, deixou claro que o Agente de Viagens é o canal de distribuição mais importante para a cia. Aérea, com representação de 85% do faturamento da mesma. Kühnast afirmou também que, por ser responsável por apenas 3% da receita da companhia, a web não é um concorrente do Agente.
“Se fosse assim a venda através do site teria dobrado, o que não aconteceu. O passageiro que compra direto no site tem um perfil, assim como aquele que compra numa agência. O Agente de Viagens existe para prestar um serviço e o site serve para emitir bilhetes a passageiros que buscam tarifas promocionais. Além disso, existe o fator legal onde temos que dar opção ao passageiro que não quiser pagar pelo serviço prestado pelo agente”, ressaltou.
Outro benefício do acordo apontado por Klaus diz respeito à transparência junto ao cliente do serviço prestado pelo Agente e, conseqüentemente, à valorização do mesmo.
O segundo desafio abordado na reunião foi a implantação do acordo no mercado internacional. Klaus afirmou que a empresa está estudando um modelo que atenda a todo o mercado.
“Talvez tenhamos que rever a questão dos 10% e, ao invés de pensar em porcentagem, pensar em um valor fixo. Estamos estudando o modelo de referência Travel Agent Service Fee (TASF) para o mercado internacional”, adiantou Klaus.
O assunto mais abordado junto à diretoria da GOL, que se fez presente pelo vice-presidente da cia., Tarcisio Gargioni, e pelo diretor comercial Eduardo Bernardes, foi a redução em 7% da tarifa disponibilizada no site para venda direta. Tarcisio explicou que esta medida foi necessária porque a mudança do sistema da empresa, para a implantação do modelo do acordo firmado entre a entidade e a TAM, está atrasada.
“Procurei o Kaká e disse que gostaríamos de começar a evoluir uma negociação para chegarmos ao modelo firmado com a TAM, independente do atraso na mudança do sistema. Nós tínhamos, por decisão do conselho da GOL, que começar a implantar uma tarifa diferenciada no site. Criamos então uma tarifa golf que tem variação de 5 a 10% na tarifa disponibilizada para os Agentes de Viagens”, esclareceu.
Tarcisio trouxe ainda boas notícias: a partir de hoje o Agente de Viagens passa a contar com uma remuneração de 10%, ao invés dos atuais 7%.
“A partir de hoje, a GOL está efetuando um incentivo fixo de 3% aos Agentes de Viagens, pago sobre o valor total de vendas das agências. A exceção é apenas para aquelas que trabalham com Fee e para os Estados que já ganham 10% de comissão por razões judiciais” disse.
Tarcisio lembrou ainda que as vendas realizadas através das agências correspondem a 70% do faturamento da GOL. Segundo o vice-presidente, o objetivo da empresa ao participar da reunião foi manter uma relação de transparência - que garanta o crescimento do setor - e apresentar o modelo de remuneração da GOL até a implantação integral da proposta ABAV.