|
Curador do recém inaugurado Museu Afro Brasil, instalado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega e ex-diretor do Museu - Pinacoteca do Estado de São Paulo, responsável pela transformação daquele espaço, o artista plástico Emanuel Araújo é baiano, nascido em Santo Amaro da Purificação, em 1940.
Cursou Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia e estudou gravuras com Henrique Oswald Nascido. Descendente de três gerações de ourives, foi aprendiz de marceneiro e talhador e, ainda criança, aos 13 anos, passou a trabalhar na Imprensa Oficial da sua cidade, em linotipia e composição gráfica. Realizou sua primeira exposição individual aos 20 anos, ainda na Bahia. Em 1965, seu trabalho chegou à Galeria Bonino, no Rio de Janeiro, e na Galeria Astreia, em São Paulo. Ao longo dos anos, acrescentou dezenas de exposições individuais e coletivas ao seu currículo, não apenas em vários estados brasileiros como em diversas partes do mundo – México, Cuba, Chile, Nigéria, Israel, Japão, Estados Unidos e alguns países da Europa. Muitas obras suas figuram nos principais museus brasileiros, coleções particulares e edifícios públicos.
Dentre as diversas atividades à frente de museus e como curador de arte, destacam-se:
Diretor do novo Museu de Arte da Bahia – 1981 a 1983, Museu de Arte Moderna – RJ, Fundação Rockfeller – NY – USA, Museu Austin – Austin – Texas – USA, Museu de Arte Moderna de Firenze – Itália; County Museu – Los Angeles – California – USA; Museu de Arte Contemporânea – SP; Museu de Sidney – Austrália, Universidade Kansai – Japão, Museu de Arte São Paulo – MASP – SP, Museu de Arte de Brasília – DF, Palácio do Itamaraty – Brasília – DF, Museu Nacional de Belas Artes – RJ, Museu Brennand – Recife – PE, Museu de Pernambuco – PE e Diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo, de 1992 a 2002.
Curador das exposições:
“Rodin”,“A Mão Afro Brasileira”, ”Camille Claudel”, “Bourdelle”, “Perfil de uma Identidade”, Maillol,“Arte e Religiosidade”, “A Porta do Inferno”, “O Universo Magico do Barroco”, exposta em 1998 na galeria da FIESP – Federação das Industrias do Estado de São Paulo, para as comemorações dos 500 anos do Brasil, foi curador das mostras “Negro de Corpo e Alma”, “Carta de Caminha” e “Arte Popular”. A exposição “Negras Memórias, Memórias de Negros”, foi exposta primeiramente no Museu Histórico do Rio de Janeiro, depois na Galeria da FIESP e por último no Palácio das Artes em Belo Horizonte. |