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Fórum Eventos preza por representatividade em painel sobre diversidade

Tema foi abordado por convidados que protagonizam essa discussão na vida real

Na última segunda-feira (29), o Fórum Eventos 2019 encerrou seu ciclo de plenárias com um dos temas mais discutidos e relevantes do momento, a diversidade. Cindy Feijó, COO da Promoview, mediou a mesa, com foco no âmbito do trabalho.

Para sair da teoria e aplicar a diversidade na prática, a curadoria do Fórum optou por convidados com conhecimento de causa. Assim, o time de palestrantes foi formado pelas irmãs gêmeas Tracie & Tasha Okereke, DJs, blogueiras, digital influencers, produtoras culturais e ativistas do movimento negro; Márcia Rocha, advogada, transexual e ativista de direitos sexuais; Marcos Brogna, professor universitário do Senac; e Ronaldo Ferreira, sócio-fundador da Uma Diversidade Criativa. Toda a plenária foi realizada com tradução simultânea em libras.

Ferreira aproveitou sua proximidade com o mundo dos negócios para contextualizar o tema com alguns dados. O executivo citou um estudo da Hay Group realizado com 170 empresas brasileiras entre 2010 e 2014. Os resultados mostraram que o trabalho com a diversidade diminui, em 50%, os conflitos dentro das empresas. Além disso, o engajamento dos profissionais aumenta em 17%, já que as pessoas se sentem mais pertencentes ao ambiente. Esses números, porém, não têm sido suficientes para incentivar uma mudança efetiva.

“Nós somos governados por 13% de uma população branca e heteronormativa que domina, praticamente, 80% dos empregos e 94% dos cargos executivos. Alguma coisa está fora da ordem. Nosso papel é, justamente, a partir do lugar social que ocupamos, convidar nossos pares a repensar essa estrutura estabelecida”, opinou Ferreira.

Tasha Okereke, de 23 anos, falou um pouco sobre sua própria experiência para mostrar como as empresas ainda falham com a questão da diversidade. “Há pouco tempo, não existiam muitas opções de produtos para cabelos crespos como o meu. As empresas perderam dinheiro com isso, mas preferiram não furar a bolha para manter uma posição de poder”, destacou.

Inclusão e diversidade, lado a lado

Cindy Feijó bateu na tecla da inclusão como parte fundamental do tema: “não adianta trazermos profissionais diversos para as empresas e não abraçá-las, não integrá-las ao grupo”. Além disso, a mesa defendeu que não tem como levantar a bandeira da diversidade apenas no momento do marketing de vendas, sem transformar a cultura interna das empresas.

“Para mim, a resposta está em incluir as pessoas em todo o processo e não só no resultado final. Eu já vi várias marcas veicularem conteúdos preconceituosos. Acho que, nesses casos, faltou alguém com representatividade desses lugares de fala para avisar que determinados conteúdos não são legais. Isso evita criar estereótipos e uma ‘diversidade genérica’. A necessidade das pessoas precisa estar, de fato, representada. Não pode ser a ideia que você tem dessa necessidade”, complementou Tasha.

Bons e maus exemplos

O recente caso da campanha publicitária do Banco do Brasil – com atores que representavam a diversidade racial e sexual – censurada pela presidência da república, foi citado como mau exemplo de conduta durante o painel. “O comercial foi impedido de ir para a TV, mas acabou que nós estamos discutindo sobre ele, bem como todas as mídias, exatamente por conta da censura. Então, não adianta censurar. É proibido proibir. As pessoas vão ver de alguma forma. As redes sociais deram esse poder a todo mundo”, criticou o professor Marcos Brogna.

Uma alternativa para empresas que buscam a diversidade, mas não sabem por onde começar, é se unir a quem entende do assunto. O projeto Transempregos, voltado para a inserção de pessoas transgênero no mercado de trabalho, é um exemplo de iniciativa, como comentou a advogada Márcia Rocha. O projeto não cobra nada de seus usuários e conta com 68 empresas parceiras, entre elas multinacionais como Coca-Cola, Bayer, Facebook e Carrefour.

Como encerramento, Márcia deixou uma provocação para quem estava na plateia. “Qual é esse modelo único de ser humano que nos representa? Não pode ser magro, não pode ser alto, não pode ser gordo, de outra etnia, de outra religião, não pode usar roupa diferente, precisa seguir um padrão. Por que isso? Precisamos trabalhar por um mundo mais inclusivo e igual, para todos, inclusive para o homem branco e cisgênero. Ninguém quer acabar com esse homem, mas vai ser necessário lidar com mais competitividade, lidar com a igualdade entre as pessoas”, discursou, acompanhada de aplausos.


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Luiz Henrique Miranda e Marily Miranda
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