Web Press Kits | Banco de WPKs | Sobre o Press Club  
 
 
 
Web Press Kit -

Página principal do Press Kit  Enviar notícia por e-mail | Versão para impressão | Digite ao lado para pesquisar

Arquivo | Turismo

Panorama empresarial do Turismo Rural brasileiro

Panorama empresarial do Turismo Rural brasileiro moderno, profissional, sem perder a ruralidade: um convite ao mercado

As atividades turísticas rurais apresentam-se neste século XXI, em suas dimensões econômica e social, com valores diferenciados que as projetam como tema de interesse aos mais variados elos da cadeia produtiva do setor.

As dificuldades iniciais vivenciadas, no que diz respeito ao reconhecimento do negócio Turismo Rural no Brasil, têm origem na própria dificuldade do mercado em interpretar o espaço rural, bem como na indefinição da atividade. O caminho da superação, entretanto, está dado desde que o Ministério do Turismo definiu as Diretrizes para o Desenvolvimento do Turismo Rural, conceituando a atividade e reconhecendo o relevante número de propriedades rurais que incorporam atividades turísticas em suas rotinas.

Num segundo momento, o Turismo Rural tem sido foco de vários projetos de fomento, transformando-se em atividade prioritária ao desenvolvimento rural regional em mais de 16 Estados da Federação. Assim, podemos afirmar que o Turismo Rural torna-se uma feliz realidade nacional. Mas cabe ressaltar que, definir a atividade como vetor de desenvolvimento é, de fato, um processo complexo que ainda carece de instrumentos que permitam sua validação, como, por exemplo, a construção de índices de quantificação que exigem a percepção das muitas variáveis que influenciam o processo de desenvolvimento, como análise de dimensões econômicas, tradicionalmente medida pelo produto interno bruto (PIB), assim como análise de dimensões sociais e humanas, medidas pelo índice de desenvolvimento humano (IDH).

Ou seja, sabemos que a atividade turística é, sem dúvida, uma das molas propulsoras do desenvolvimento rural, mas faltam dados quantitativos para validar a constatação. A construção sistemática de informações é, portanto, ação prioritária para a atividade, que compete aos Institutos de Pesquisas, entre outras entidades dispostas a estudarem o assunto. Contudo, a falta de dados oficiais não inviabiliza a entrada do turismo rural no atual momento, em que vivenciamos profundas mudanças, inclusive com impacto nas fontes de receita das agências de viagens. Com isso, é possível desde já prever uma terceira fase de evolução, onde, em definitivo ocorrerão transformações no universo do turismo rural, capazes de proporcionar excelentes oportunidades de negócios para todos.

Ao deixar o patamar da informalidade e alcançar crescente destaque na prateleira da rede de distribuição do setor, o Turismo Rural se revelará mais competitivo; até porque importantes empresas operadoras turísticas e agências de viagens já demonstram forte disposição para investir na comercialização de produtos típicos, com profissionalismo e sem perder a ruralidade.

O Panorama Empresarial do Turismo Rural Nacional, sob o prisma técnico do Instituto de Desenvolvimento do Turismo Rural, baseado na análise da oferta de produtos, revela que graças à participação, nos dois últimos anos, de empresários, cooperativas e comunidades do turismo rural em Rodadas de Negócios apoiadas pelo SEBRAE, bem como em distintos eventos empresariais, edifica um novo modelo de negócios, que incorpora o papel do empresário que estuda sua demanda, analisa tendências, desenvolve roteiros e apresenta tarifários diferenciados, aproximando novos parceiros comerciais que exercem agregam ativa participação estratégica.

Esta realidade, ainda recente, traz a tona um novo grupo operacional para o Turismo Rural e faz com que outros representantes da atividade procurem também ofertar produtos de qualidade, ingressando no mercado de maneira articulada como a agricultura familiar organizada, promovida em Santa Catarina e Espírito Santo, assim como em comunidades de base que ofertam o Turismo Rural Comunitário, com destaque para o estado do Pará. Em Mato Grosso observamos que estão sendo criados modelos participativos, com a presença de grandes produtores rurais que também ofertam visitas às áreas de produção, conjugadas com atividades de lazer em assentamentos. No estado de Minas Gerais, constatamos a forte presença do associativismo, fundamentado nos modelos empresariais em franca formação. No Rio Grande do Norte, a aposta do Turismo Rural se dá por meio da construção de produtos com base na gestão de informação, amparada por pesquisas e consultorias de Marketing. Enfim, não faltam exemplos para retratar avanços significativos.

Contudo, essa nova realidade passa, obrigatoriamente, pelo caminho da aproximação do Turismo Rural com o universo das Agências de Viagens, reconhecido e valorizado cada vez mais como canal de distribuição para a atividade. Porém, este processo de construção de intimidade produtiva entre os universos, até então desconectados, tem ainda um longo trajeto a ser trilhado, priorizando o entendimento comum e o respeito às respectivas peculiaridades que os diferenciam e os tornam complementares.

Um exemplo produtivo deste relacionamento entre as pontas (produção e distribuição) aconteceu, com sucesso, em São Paulo, quando empresários da Associação Brasileira de Agências de Viagens – ABAV-SP foram convidados a participar das mesas de negociação do Turismo Rural. Na oportunidade, vários dos associados ABAV-SP, atentos às orientações que antecederam as futuras rodadas de negócios, trataram de elaborar o lançamento de produtos rurais, apresentados com tarifário, validando bloqueios de datas e respeitando características típicas do segmento.

As agências e operadoras presentes se dispuseram a participar de eventos preparatórios, que objetivaram o entendimento das peculiaridades do mercado do Turismo Rural. Na prática, a interligação dos dados proporcionou produtividade às mesas de negociação. Esta é a nova fase de amadurecimento do setor e de seus negócios. Por isso, agentes parceiros são bem-vindos, se não inicialmente para negociar os produtos do novo turismo rural brasileiro, ao menos para conhecerem e mudarem paradigmas. Também os empresários do Turismo Rural (aptos a desenvolver suas habilidades empresariais sem perder o bem-receber da roça; do cheiro de café torrado ou mesmo de um açaí com farofa) são bem-vindos e compõem o Panorama Empresarial do Turismo Rural. Um novo cenário que passa pelo associativismo, pela organização, qualificação e percepção das tendências em curso.

Sejam todos bem-vindos ao Brasil do Turismo Rural: um novo destino mundial que poderá atender as necessidades e apoiar grandes eventos mundiais sediados no País, como a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016, entre outros. Esta realidade só depende da quebra de paradigma de todos nós.

Andréia Roque


Mais informações para a imprensa:
Luiz Henrique Miranda
Agência Amigo - Comunicação Integrada
Fone: 11 - 99658-8766
Cel: 11 - 99658-8766
E-mail: lhmiranda@agenciaamigo.com.br
Site: http://www.agenciaamigo.com.br