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Arquivo | Educação

Declaração Luiz Cesar de Proença

Não conheci o vovô Proença. Era assim que o tratavam em casa. Eu nasci em 1952. Em 1960 fui matriculado no Instituto de Educação Caetano de Campos para iniciar o primário. Lá, parece que ainda se respirava um ar diferente, do mesmo clima educacional que ele deixou. Lembro-me de que eu era sempre saudado pelo prof. Cardim, diretor da escola, quando nos encontrávamos nos corredores. Minha professora do 4° ano dizia que havia sido aluna de meu avô. Eu gostava muito dela. Seu nome era Dalila Carneiro. Na minha mente de criança eu via, no Caetano de Campos, a extensão do mesmo respeito pela memória de meu avô, que havia em casa. Certo dia, mexi em alguns documentos que estavam sempre enrolados, sem que eu nunca os tivesse visto abertos. Era um rolo grosso. Meu pai correu em minha direção quase gritando: “Não mexa nisso, são documentos importantes de seu avô”. Eu nunca me esqueci daquela reação que apontava para um apreço inestimável de Alaor Proença para com a memória de seu pai. Contavam-me também que havia na Mooca um Instituto de Educação que trazia o nome de meu avô. Com tudo isso, deduzi que a figura do professor Antonio Firmino de Proença era importante.

O tempo passou e eu saí de casa em 1976 para construir uma carreira religiosa no Mosteiro de São Bento.

Em 1980 houve vários eventos comemorativos pela ocasião do centenário de nascimento de meu avô. Naquelas festividades, pela primeira vez entrei na EEPSG Antonio Firmino de Proença, no bairro da Mooca. Minha tia Fátima doou à escola algumas coisas que ela guardava de seu pai para compor o Museu, inaugurado como parte das comemorações. Papai falecera alguns dias antes destes acontecimentos.

Eu me lembrei daquele rolo que meu pai zelava com meticuloso cuidado. Indaguei então à minha mãe, Anna Ramos de Proença, a respeito daqueles documentos. Ela me disse que estavam em sua casa e eu lhe disse que o Museu recém inaugurado seria o lugar ideal para preservá-los. Ela comprometeu-se a providenciar isso, tão logo reunisse as condições necessárias. Não quis mais saber do verdadeiro paradeiro dos documentos, mas nunca os esqueci.

O tempo passou, com ele nossa juventude.

Em 2005, por motivos de saúde, minha e de minha mãe, passei a ficar em sua casa alguns dias por semana. Ela já tinha 87 anos. Assim, aproveitei aqueles dias para fazer uma limpeza em papéis antigos. Minha mãe guardava tudo. Parecia que nenhum papel ia para o lixo.

Joguei fora muita coisa... contas antigas, etc. De repente, no meio da papelada, encontrei um rolo com documentos antigos. Foi um achado! Eram os documentos sobre a tragetória profissional de meu avô Proença que nunca tinham saído de casa.

Trouxe-os para o Mosteiro para verificar com atenção e cuidado. Mas o rolo ficou uns meses num canto, sem serem esquecidos. Eu tinha dificuldade de manusear papéis antigos enrolados e não gostaria de rasgar, sem querer, algum documento.

Conversando sobre isto com minha prima Inaiá, ela passou a incentivar o início do trabalho de verificação. E assim, juntos, abrimos os documentos na casa de minha prima Mariângela, em Poços de Caldas, e ficamos todos surpresos com o valor daquele tesouro. Em outra oportunidade, mostrei para minha irmã, Sonia Maria de Proença Cury, e refletimos como ela mesma tinha seguido os passos do vovô, ao ter se tornado professora de língua inglesa, idealizadora de metódo de ensino de idioma e formadora de professores.

Hoje, esses documentos vêm à luz.

Luiz Cesar de Proença


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