|
Foram 4,1 milhões, 8,12% maior que no ano anterior; Anuário Estatístico da EMBRATUR divulgado nesta semana detalha procedência dos visitantes
Em 2003, o Brasil foi o destino escolhido por exatos 4.090.590 turistas estrangeiros, número 8,12% maior que o registrado em 2002, quando o País recebeu 3.783.400. Desse total, 38,32% eram europeus, 37,35% sul-americanos e 19,32% norte-americanos, de acordo com o Anuário Estatístico 2004 da EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo), disponível a partir do dia 15, no Portal Brasileiro do Turismo (www.embratur.gov.br/dadosefatos).
Com dados relativos a 2003, o estudo indica crescimento em mercados emissivos estratégicos para atingir metas estabelecidas no Plano Nacional de Turismo (PNT), lançado em abril do ano passado: alcançar a entrada anual, em 2007, de 9 milhões de turistas estrangeiros e US$ 8 bilhões em divisas no Brasil. Para o presidente da EMBRATUR, Eduardo Sanovicz, os números revelam o acerto da estratégia de promoção no exterior: “Ampliamos as opções de convite para esses turistas. Além do tradicional Sol & Mar, estamos trabalhando outros dez produtos turísticos que geram fluxo de visitantes internacionais, como Ecoturismo, Negócios & Eventos e Golfe".
Em 2003, a Europa foi o maior emissor de turistas para o Brasil, passando à frente da América do Sul, histórico principal bloco emissor de visitantes para o País. Foram 1.567.738 europeus, um crescimento de 14,16%, ao passo que o bloco sul-americano cresceu 4,78%, chegando a 1.532.191 turistas no Brasil. “Em parte, esse incremento europeu pode ser explicado pelo grande trabalho de charters vindo para cá, em especial para o Nordeste”, explica José Francisco de Salles Lopes, diretor de Estudos e Pesquisas do Instituto. Alemanha, Bélgica, Espanha, Holanda, Itália e Portugal foram os países que contaram com fretamentos para o Brasil, tendo destaque destinos como Fortaleza (CE), Natal (RN) e cidades baianas. São dados que refletem o crescimento de 69,41% no número de passageiros desembarcados em charters em 2003 (172.150), em relação a 2002 (101.617).
Os quatro principais emissores de turistas para o Brasil permanecem sendo Argentina (792.710, em 2003), Estados Unidos (670.863), Alemanha (315.532) e Uruguai (239.885). Tendo recebido 13,37% mais argentinos e 7,85% mais uruguaios, o País começa a recuperar o fluxo de sul-americanos que havia caído expressivamente em 2002 em função da crise econômica da Argentina. “Dentro da atual tranqüilidade econômica no bloco, percebemos o início de uma retomada. A estimativa é de que 2004 registre a entrada de um milhão de argentinos, retornando a um fluxo anterior à crise”, comenta Lopes. Os Estados Unidos confirmam uma tendência de aumento que vem se revelando consistente, com crescimento de 5,47% em relação a 2002, ano que registrou 636.460 norte-americanos no País, um acréscimo de 6,63% se comparado a 2001. Já em relação à Europa, depois da Alemanha, Portugal foi o país que mais enviou turistas ao Brasil em 2003 (228.196), um aumento de 35,56%. Sob influência dos charters, a Holanda apresentou o maior crescimento em termos percentuais: 41,03% (os 55.088 holandeses em 2002 passaram a 77.693 em 2003).
Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro permanecem sendo os principais portões de entrada de turistas no Brasil – por onde o visitante entra no País, sem querer dizer necessariamente que seja o seu destino final. A novidade fica por conta da entrada do Rio Grande do Norte e Ceará nessa relação, que também inclui Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. “Na medida em que os portões tornam-se expressivos, são acrescidos no estudo”, explica Lopes. O crescimento do fluxo nesses estados incorporados ao Anuário se deve praticamente aos charters: 97,8% dos vôos que chegaram pelo Rio Grande do Norte eram fretamentos, assim como 45% dos vôos do Ceará.
Perspectiva para 2004 – A expectativa é de crescimento, uma vez que números de gastos de turistas estrangeiros e de desembarques internacionais no Brasil apresentaram aumento em todos os meses deste ano. De acordo com o Banco Central, nos dez primeiros meses, as viagens internacionais geraram a entrada de US$ 2,59 bilhões no País, valor 32,02% superior que o registrado no mesmo período do ano passado. Já a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) aponta crescimento dos desembarques em vôos internacionais de janeiro a outubro de 14,76% em comparação com o mesmo período de 2003, registrando 4.994.706 passageiros. Um dado relevante é o aumento nos charters, que transportam exclusivamente turistas. Nesses dez meses, foram 258.289 desembarques nesses vôos, mais que o dobro dos 123.288 passageiros no mesmo período do ano passado. Em todo o ano de 2003, os desembarques em fretamentos alcançaram 172 mil.
Um acordo de cooperação técnica da EMBRATUR com a Polícia Federal firmado neste ano vai permitir mais agilidade na obtenção e divulgação dos números de turistas estrangeiros no País a partir de 2005. Os dados de 2004 serão conhecidos ainda no primeiro semestre do próximo ano, assim como os de 2005 podem ter parciais divulgadas ao longo do próprio ano. |