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No período compreendido entre os dias 16 e 19 do mês de setembro de 2004 realizou-se a Primeira Feira Nacional do Turismo Rural - 1º FEIRATUR, em São Paulo, capital. Este encontro teve como objetivo de fomentar e desenvolver o Turismo Rural brasileiro.
A partir dos diversos debates realizados na 1ª FEIRATUR, identificaram-se alguns aspectos importantes para o desenvolvimento do segmento e foram tecidas algumas considerações sobre os mesmos:
·Como marco das atividades de valorização e desenvolvimento do Turismo Rural destacam-se: a carta de Santa Maria, de 1998, que teve como resultado as diretrizes do Turismo Rural que foram publicadas em dezembro de 2003, pelo Ministério do Turismo. O Relatório Estratégico de Nova Friburgo e a Carta de Araxá, que resultaram do grande movimento nacional associativo da 1° Feiratur - Feira Nacional do Turismo Rural, e a Carta de Joinville, que consolidou as atividades turísticas rurais com valores voltados para a inclusão social, da inserção comunitária e valorização dos recursos locais.
·Identifica-se que os novos rumos do Turismo Rural serão alavancados pelos programas de parceria, regionalização, profissionalização gerencial, qualificação profissional, divulgação e comercialização dos produtos turísticos rurais ofertados no mercado nacional e internacional.
·A parceria é um aspecto importante para o Turismo Rural, devendo ocorrer entre o setor rural, o setor público, o setor privado (comércio local e empresários do setor) e a própria comunidade. Para o sucesso da parceria, há a necessidade de que as partes representantes de cada setor tenham habilidade de negociação, persistência e talento.
·As diretrizes para o desenvolvimento do Turismo Rural, lançadas pelo Ministério do Turismo, devem ser consideradas como o marco político norteador do ordenamento da atividade.
·Considera-se urgente e necessária a elaboração de leis específicas para consolidação da atividade. Estas deverão ser simples e funcionais por excelência.
·Reconhece-se a existência de vários programas de desenvolvimento do Turismo Rural no que se refere ao apoio à infra–estrutura e à qualificação turística, entretanto, é necessário que os projetos sejam encaminhados de forma associativa e que as suas informações sejam centralizadas.
·Identifica-se a necessidade de que a ABRATURR e suas regionais promovam a discussão e a apresentação de propostas sobre as legislações pertinentes, principalmente a trabalhista, para serem levadas à câmara de legislação.
·A gestão ambiental e a responsabilidade socioambiental foram reconhecidas como premissas básicas e estratégicas para o desenvolvimento das atividades do Turismo Rural.
·A inserção e reconhecimento de um público que alcança 24,5 milhões de PNEs – Portadoras de Necessidades Especiais no mercado turístico rural, são de fundamental importância. Identifica-se a necessidade de empreendedores e demais profissionais do segmento de Turismo Rural que se adaptem e se capacitem para atender com qualidade, esse público.
·A inserção das primícias de uma produção agropecuária orgânica nos empreendimentos voltados para atividades turísticas rurais é de fundamental importância e identificará uma nova postura de consciência, empreendedorismo e solidariedade para o segmento, consolidando-se como um diferencial na promoção e comercialização.
·Identificou-se que existe o gargalo da comercialização do produto turístico rural graças ao desconhecimento entre as partes; fornecedor de serviços turísticos no meio rural e distribuidores ao consumidor final (agências de viagem e turismo, agências de viagens, entre outros canais de distribuição). É necessária uma capacitação das partes, com o objetivo de estabelecer uma lógica comercial que motive o profissionalismo e o desenvolvimento dos negócios de turismo no meio rural, além da ampla divulgação desse produto.
·Identificou-se que existe o gargalo de segurança e seguros nas atividades turísticas rurais. É necessária a conscientização dos empresários sobre a responsabilidade civil nos empreendimentos de Turismo Rural e, também, o reconhecimento das características peculiares das atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, por parte das empresas de seguros. |