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Sob a coordenação de Denise Messias, do Ministério do Turismo, o Seminário Nacional de Turismo Rural (Senatur) apresentou, dia 18, durante a FeiraTur, a mesa redonda Turismo Rural e Meio Ambiente, com enfoque em gestão ambiental, responsabilidade social e índices de sustentabilidade. As maneiras de se desenvolver o turismo em reservas naturais e suas conseqüências foram intensamente debatidas, sob a ótica de que as visitações abertas ao público tornam-se um instrumento de defesa do meio ambiente. Além disso, diversificação de roteiros nestas áreas pode gerar o efeito multiplicador do turismo em áreas de influência, como hospedagem, alimentação, vendas de artesanato, entre outras. As reservas ambientais, aliadas à produção agropecuária e seus agentes locais, caracterizam algumas das diversas faces da paisagem rural.
Entre os desafios para se desenvolver a visitação em reservas, destacam-se a capacitação de profissionais do setor e a regularização fundiária da área de domínio público. Mas reservas particulares também podem ser dedicadas à prática do turismo, sob o conceito de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), criado há quatro anos, que permite ao proprietário transformar parte de suas terras em área de preservação, com o direito de utilizá-la para fins comerciais e o compromisso de não causar danos à natureza. Um dos riscos de se ter uma RPPN, no entanto, refere-se a acidentes ambientais causados pela própria natureza, como as queimadas naturais dos cerrados, por exemplo. Neste caso, os donos das terras são automaticamente responsabilizados pelos órgãos de fiscalização, o que implica no pagamento de multas. |