|
Sob a coordenação de Dival Schimtd, diretor de Turismo do Sebrae Nacional, e com a participação de Andréia Roque, Sonia Mattos, Tânia Brizolla e Sebastião Carias, o 1º Seminário Nacional de Turismo Rural (1º SenaTur) debateu “os novos rumos do Turismo Rural”.
O lazer de fim-de-semana, a aposentadoria e, ainda, a percepção do trabalho como “produto vida” são alguns dos fatores que remetem à procura por qualidade de vida representada pelo Turismo Rural. Esta é a opinião unânime dos debatedores que também identificaram na falta de organização das relações comerciais entre empreendedores e operadoras de turismo um dos principais gargalos para o desenvolvimento da atividade. “O Turismo Rural pode ser bem feito, desde que trabalhado em sistema de parcerias”, sintetiza Andréa Roque, diretora de Comunicação da ABRATURR Nacional, ao enfatizar que, “por força maior”, todo empreendedor do Turismo Rural torna-se um ambientalista.
A vontade política – de ampliar investimentos em infra-estrutura e capacitação profissional –, é o que indica, sob a ótica dos participantes do 1º SenaTur, a tendência de sucesso às parcerias do tipo público-privado, em curso, e que estejam voltadas ao desenvolvimento do Turismo Rural no Brasil. Neste sentido, privatizar parques nacionais torna-se uma proposta contrária às perspectivas locais de desenvolvimento e, por isso mesmo, o apoio do Governo Federal, responsável pela defesa da territorialidade, é fundamental. O Turismo Rural, que é alicerçado na hospitalidade das famílias do campo, portanto, requer a formalização de uma nova ordenação capaz de prosperar no relacionamento entre empreendedores e operadoras.
Para Tânia Brizolla, do Ministério do Turismo, as políticas públicas devem ser ditadas pelo povo e, neste sentido, o Programa Nacional de Municipalização do Turismo (PNMT) constitui um importante palco e referência aos processos voltados à conscientização e mobilização dos agentes econômicos e sociais envolvidos com a oferta e comercialização dos produtos turísticos segmento. A questão-chave colocada à segmentação comercial da atividade é a como identificar o mercado ao qual se destina a oferta regional, considerando a diversidade existente no país. O Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), por exemplo, já contribuiu para dar maior viabilidade à atividade na região Nordeste do Brasil, onde atualmente identificam-se 219 regiões turísticas em desenvolvimento.
O desenvolvimento do potencial turístico rural, entretanto, pressupõe agregar valor à oferta identificada, de modo a ampliar as já promissoras perspectivas do segmento. Para transformar o potencial turístico em produto turístico, os participantes do 1º SenaTur enfatizaram a necessidade de promover ações de planejamento estratégico, focadas no amadurecimento do empreendedorismo rural.
Em síntese, o 1º SenaTur considerou que a tendência do Turismo Rural é a de considerar a sociedade como o seu agente propositivo; fomentar a parceira, a regionalização e alcançar diferentes nichos de mercado, no Brasil e no exterior.
por Luiz Henrique Miranda |