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Confira abaixo o documento apresentado pelo Sr Carlos Solera, presidente da Associação Brasileira de Turismo Rural, ao Sr Milton Zuanazzi, Secretário do Ministério de Turismo, em abril de 2003.
Apresentação
O caráter dinâmico da atividade turística, somado às necessidades de promoção do desenvolvimento com sustentabilidade e as constantes mudanças sociais e econômicas das diferentes regiões estimulam o surgimento de novas manifestações de hospitalidade, e, consequentemente, de novos segmentos turísticos.
Dentre as muitas modalidades turísticas em desenvolvimento no país desponta, de forma promissora e com incontestável potencial, o Turismo Rural.
Conceitua-se Turismo Rural com o "conjunto de atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometido com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade".
Essa modalidade turística, notadamente nos últimos anos está se desenvolvendo rapidamente em todo o território nacional, contribuindo para a ampliação das possibilidades de turismo e lazer. É relevante o crescimento do número de propriedades rurais que estão incorporado atividades turísticas em suas rotinas e, assim, estimulando esse mercado.
Essa expansão se explica, principalmente, por duas razões: a necessidade que o produtor rural tem de tentar diversificar sua fonte de renda e de agregar valor aos seus produtos; e a vontade que os moradores das grandes cidades têm de reencontrarem suas origens, convivendo e conhecendo a vida calma e tranqüila do interior, seus hábitos, tradições e costumes.
Além disso o turismo rural, por desenvolver – se notadamente em pequenas e médias propriedades rurais e estimular uma grande interação e complementaridade entre os componentes da oferta, pode ser considerado uma ferramenta fundamental na materialização de políticas públicas visando o desenvolvimento rural local. Assim, o Turismo Rural passa a ser vetor de profundos melhoramentos na estrutura sócio – econômica das populações rurais, contribuindo, inclusive, para a valorização da cultura regional e conservação ambiental. Nesse sentido, o Turismo Rural contribuir para:
· Desenvolver novos destinos turísticos;
· Diversificar a base da economia regional;
· Possibilitar a verticalização da produção
· Possibilitar a agregação de valor a produtos rurais em pequena escala;
· Gerar novas oportunidades de trabalho;
· Estimular o melhoramento da infra – estrutura de transporte, comunicação, saneamento;
· Valorizar o patrimônio natural e cultural;
· Promover maior integração entre campo e cidade;
· Reduzir o êxodo rural;
· Contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população rural;
· Valorizar as práticas rurais, tanto sociais quanto de trabalho; entre outros.
Porém, a estruturação e a caracterização do turismo desenvolvido em propriedades rurais fazem – se necessários para que essa tendência não se transforme em uma busca imediatista e desordenada de rendimentos. Só assim o Turismo Rural poderá consolidar – se como uma opção de lazer para o turista e, também, como uma importante e viável oportunidade de complementação de renda para o empreendedor rural.
Até o momento, as iniciativas públicas, assim como as de natureza privada, têm se mostrado insuficientes no sentido de promover e incentivar o desenvolvimento da atividade.
Problemas como constantes “re – conceituações” do segmento, a falta de critério, regulamentações, incentivos e outras informações que orientem os produtores rurais, os investidores e o próprio governo, no estímulo e na exploração do potencial turístico rural brasileiro, são as causas de uma atividade ainda desordenada, impulsionada, quase que por completo, pela oportunidade de mercado, o que pode comprometer a imagem do produto tanto no âmbito interno como no internacionalmente.
Os efeitos negativos que podem advir com a atividade turística mal desenvolvida no meio rural estão relacionados a possíveis danos ao ambiente natural e sócio – cultural das localidades envolvidas. Importante salientar ainda que o desenvolvimento desordenado da atividade pode sobrecarregar a estrutura rural, por meio de um número elevado de visitantes, ou tráfego excessivo de veículos. Tal situação pode, ainda, comprometer o meio ambiente pelas alterações na paisagem e utilização demasiada ou indevida dos recursos naturais, além de modificar os costumes e a capaz descontentar a demanda, criando brasileiras insuperáveis mesmo para os empreendimentos bem estruturados e com bons produtos turísticos.
Nesse contexto e ciente dos benefícios e dificuldades do Turismo Rural, a Associação Brasileira de Turismo Rural – ABRATURR, apoiada em sua representatividade da maioria dos Estados da Federação, vem desenvolvendo inúmeras ações em prol do desenvolvimento sustentável dessa modalidade turística.
Durante todo o processo rumo à consolidação da atividade no Brasil houveram muitos avanços e alguns retrocessos, que devem ser pontuados para o embasamento das proposta que sugeridas.
I FeiraTur – Feira Nacional de Turismo Rural. Frei Caneca Convention Center, São Paulo - SP. Rua Frei Caneca, 569, Cerqueira César, 5° andar, telefone (11) 5536-3233. De 16 a 19 de setembro. Dias 16 e 17, das 18 às 22 horas, aberta ao público, e das 12 às 18 horas, exclusivamente para profissionais e empresários do setor. Dias 18, das 10 às 22 horas, e dia 19, das 10 às 20 horas, a FeiraTur estará aberta ao público. |