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Carta de São Paulo: 1º FEIRATUR – Feira Nacional de Turismo Rural II
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Carta de São Paulo: 1º FEIRATUR – Feira Nacional de Turismo Rural II

·A atividade denominada “Caminhadas na Natureza” foi identificada como um agregador ao Turismo Rural, por meio de exemplos em países como Alemanha, Itália e França. Esta modalidade já ocorre no Rio de Janeiro, no entanto, existe a necessidade de criação de uma federação no Brasil, que amplifique a prática deste tipo de atividade para o Turismo Rural.

·A atividade de Cavalgadas (Turismo Eqüestre) foi identificada como uma ação agregadora às atividades turísticas rurais. Pela primeira vez no país reuniram-se interessados no segmento que identificaram a necessidade da criação de uma comissão de fomento ao Turismo Eqüestre para procurar a resolução de algumas insuficiências no setor, tais como a falta de informações adequadas, a carência de mão-de-obra qualificada, a falta de organização do segmento e a necessidade de elaboração de propostas para o fortalecimento da atividade.

·Os eventos esportivos no meio rural foram identificados como fator agregador ao universo do Turismo Rural. Esta parceria, entre atividades turísticas rurais e eventos esportivos de mountain bike, corrida de aventura, enduro eqüestre, xadrez, enduro de regularidade, entre outros, já ocorre no Estado de Minas Gerais e vem contribuindo para a abertura de novos nichos de mercado, e para a divulgação do segmento de Turismo Rural a um público direcionado, amante da natureza e do esporte.

·A ruralidade brasileira, em função da imensa diversidade do país, gera a necessidade da criação de territórios, blocos e regiões, classificadas em suas particularidades, por meio do selo de identificação de origem, tais como gestão ambiental, legislação específica para vigilância sanitária e técnicas e processos de industrialização, entre outras.

·Foi identificada a necessidade de mensurar a “experiência” do turista rural para aprimorar todos os aspectos dessa atividade e, principalmente, a comunicação com o público.

·Há necessidade de um inventário nacional de oferta e demanda do Turismo Rural Brasileiro.

·Foi identificada que com exceção da linha de crédito do PRONAF – TR destinado à agricultura familiar, não existe linha de crédito específica de financiamento da atividade de Turismo Rural. A criação desta se faz urgente graças ao vulto de ação e de agentes envolvidos neste segmento.

Identifica-se que o Turismo Rural brasileiro vem se estruturando a partir das suas bases como uma estratégia de fortalecimento e reconhecimento do setor. No entanto, acredita-se que os aspectos acima ressaltados deverão ser considerados, permitindo que os processos associativos do universo turístico rural surjam e que tenha uma evolução contínua e sustentável.

PARTICIPANTES DOS DEBATES DA FEIRA NACIONAL DE TURISMO RURAL

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TURISMO RURAL

16 – 19 de Setembro de 2004.

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Luiz Henrique Miranda
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