Massachusetts integra dois mundos
Quem pensa no Estado norte-americano de Massachusetts e ainda conhece pouco sobre ele, geralmente associa-o a história. De fato, lá teve início a biografia dos Estados Unidos como nação, com a chegada dos primeiros colonizadores em Plymouth, em dezembro de 1620. Esse foi o primeiro povoado em solo norte-americano.
Boston, a capital, fundada em 1630 pelos Puritanos, imigrantes em busca da autonomia religiosa e política que não encontravam na Inglaterra, foi o ponto de partida do clamor pela independência, no século XVIII. Não muito longe, em Concord, começou a Revolução Americana, resultando na Declaração de Independência em 4 de julho de 1776, com a participação de 13 Estados fundadores, que criavam uma Confederação Livre. Massachusetts foi o sexto Estado fundador.
O orgulho do passado e da luta pela conquista da soberania fazem partem vital da tradição cultural, política e social de Massachusetts. Mas o visitante logo descobre que a modernidade – e o futuro – compõem a vida cotidiana do Estado.
Massachusetts tem vida cultural intensa, dinâmica, sofisticação e elegância próprias. Duas das mais importantes universidades do mundo – Harvard e o Massachusetts Institute of Technology, o famoso MIT – estão situadas em Cambridge, cidade dividida de Boston pelo charmoso e até romântico Rio Charles. Dessas duas instituições e de diversas outras em Boston e arredores nasceram dezenas e dezenas de invenções e avanços científicos e tecnológicos que trouxeram contribuições decisivas à sociedade, ao longo dos anos.
Por isso, o Estado é cosmopolita, unindo passado e futuro através da inventividade constante de cientistas, intelectuais, artistas, políticos, estadistas, investidores e empreendedores, pesquisadores, professores e seu povo. Pode-se dizer que, em Massachusetts, a cultura avançada de origem européia encontrou terreno fértil para se renovar e se refazer, influenciando, não raramente, a história da civilização contemporânea em todo o mundo.