Breve perfil do cirurgião plástico Romão Zeki Youssef
O cirurgião plástico Romão Zeki Youssef, 36 anos, impressiona pela simplicidade, segurança e paixão com que discorre sobre sua arte – a cirurgia plástica. Os termos técnicos nada familiares aos comuns dos mortais são facilmente traduzidos em linguagem compreensível aos leigos, com o mesmo cuidado, habilidade e precisão com que comanda o bisturi nas mais delicadas intervenções. O sotaque curitibano e uma certa timidez são traços do profissional que, na graduação em medicina, na Universidade Federal do Paraná, sempre esteve entre os primeiros alunos. A dedicação integral aos estudos lhe valeu um sólido conhecimento de todas as disciplinas do seu curso de formação, com destaque para anatomia. Segundo o Dr. Romão, essa intimidade com a anatomia foi determinante para ótimo aproveitamento que teve na residência-médica em cirurgia plástica pelo Hospital Teknon, de Barcelona, Espanha. E, também, na pós-graduação em cirurgia crânio-facial-estética e reparadora, pelo Hospital Foch, em Paris.
Seu grande mestre, em Barcelona, foi o Prof. Jose Maria Palacin, com quem aprendeu tudo sobre a cirurgia plástica do nariz (rinoplastia); da pálpebra (blefaroplastia); levantamento e redução da mama (mastopexia e mamoplastia redutora); e plástica do abdômen (abdominoplastia). Em Paris, teve o privilégio de estudar rinoplastia com o Dr. Gilbert Aich e cirurgia crânio-órbito-facial com o Dr. Paul Tessier, reconhecidos no mundo todo. “Hoje, passados quatro anos de minha volta ao Brasil, me orgulha o fato de ter estudado em uma universidade pública (a Federal do Paraná) brasileira e de haver conseguido espaço em importantes centros europeus de pós-graduação em cirurgia plástica”, diz Dr. Romão Zeki.
Trabalhando em Curitiba e São Paulo (clínicas em Moema e Alphaville), a carreira do cirurgião plástico revela, nos últimos quatro anos, números ascendentes que traduzem, proporcionalmente, o grau de satisfação dos seus clientes. Em 2004, realizou 72 cirurgias. Em 2005, 136. Em 2006, 186. E em 2007, 264 intervenções. Cliente satisfeito é o maior ativo do cirurgião plástico, porque ele (ela, na maioria dos casos) vai contar para as amigas quem esculpiu sua nova silhueta ou tornou seu rosto muito mais saudável e rejuvenescido. Um dos diferenciais do Dr. Romão Zeki está na forma incomum de realizar abdominoplastia. Desenvolveu uma técnica que reduz drasticamente o tamanho do corte e da cicatriz, conseguindo reduzir a marca ao tamanho daquela deixada por uma cesariana comum. E isso tem um valor extraordinário aos olhos da mulher, especialmente na hora de vestir o biquíni.
Dois fatos surpreendentes marcaram a trajetória do Dr. Romão e poderiam ter mudado seu rumo. O primeiro: depois de concluir o curso de pós-graduação na Espanha, ele estava de malas prontas para os EUA, onde daria continuidade à sua formação em cirurgia plástica. Mas o atentado contra as torres gêmeas do World Trade Center, em setembro de 2001, bastou para barrar sua entrada na Terra de Tio Sam, porque é filho de imigrantes sírios, traz essa marca no nome árabe, embora sua família seja cristã. O preconceito e a paranóia exacerbada do governo americano determinaram sua ida para a França, o que ele, hoje, considera um grande bem que lhe sucedeu. O segundo episódio se deu na Espanha. No meio da pós-graduação, seu dinheiro acabou. Chorando, foi se despedir do Prof. Jose Maria Palacin, o mestre de Barcelona. E qual não foi sua surpresa ao ser convidado não só a permanecer no curso, mas para morar na casa do professor. Ali permaneceu como membro da família, admirado pela nobreza de caráter e talento para a complexa arte da cirurgia plástica. “O Dr. Palacin, mais que mestre, foi um pai generoso”, diz, emocionado, o Dr. Romão Zeki.