Natal cria empresa para captar eventos
TURISMO DE NEGÓCIO
Natal cria empresa para captar eventos
Com a presença do secretário de estado do Turismo, o governo do Rio Grande do Norte, lança, em São Paulo, a Emprotur, empresa cujo objetivo é promover Natal como capital dos eventos de negócio
Natal o ano inteiro. Com esse slogan e capital inicial superior a R$ 5 milhões – quase tão grande quanto a dotação orçamentária do Estado do Rio Grande do Norte para investimento em turismo em 2008 – está sendo oficialmente lançada nesta terça-feira (23/09), em São Paulo, numa série de eventos dirigidos a empresários DO Sul-Sudeste e jornalistas especializados, a Emprotur (Empresa Potiguar de Turismo), cujo objetivo é promover a cidade de Natal como destino para efeito de eventos de negócios.
Diretamente ligada ao governo do estado e criada por iniciativa da governadora Wilma de Faria, a Emprotur tem como diretor-presidente o atual sub-secretário de Turismo do Rio Grande do Norte, Armando José e Silva. Engenheiro civil especializado em sanitarismo, ele é um entusiasta do projeto. “Hoje, o turismo gera, no estado, receita superior a R$ 500 milhões por ano. Empregos diretos são mais de 120 mil por ano, fora os indiretos. Mas, se explorarmos o enorme potencial da capital, com toda a beleza de suas praias, a tranqüilidade de uma cidade eleita a mais segura do País, a infra-estrutura de hospedagem das mais modernas do mundo, a deliciosa culinária potiguar e, por fim, o jeito acolhedor da nossa gente, podemos dobrar esses números, facilmente”, aposta o executivo.
O secretário de Turismo, Fernando Fernandes, reforçando as palavras do diretor-presidente da Emprotur, aproveitou ocasião para, segundo ele, desabafar e dirigir mais um apelo às autoridades federais. “O programa Natal o ano inteiro, somado à parceria que temos com os governos do Ceará e Pernambuco, para levar vôos fretados para região, deve, sim gerar grande demanda no estado. E nós precisamos, com urgência, dar continuidade às obras de construção do complexo de São Gonçalo do Amarante, sob pena de não dispormos de um aeroporto à altura do fluxo que, certamente virá. Mas eu, sinceramente, já ando cansado. A Infraero não se sensibiliza”, protestou o secretário, defendendo a privatização de todos os aeroportos brasileiros, única maneira, na opinião dele, de garantir a gestão eficiente.
São Paulo, setembro de 2008.