Santo Antonio: o amigo nas causas do coração
Protetor dos pobres, o auxílio na busca de objetos ou pessoas perdidas, o amigo nas causas do coração. Assim é Santo Antônio de Pádua, frei franciscano português, que trocou o conforto de uma abastada família burguesa pela vida religiosa. Contam os livros que o santo nasceu em Lisboa, em 15 de agosto de 1195, e recebeu no batismo o nome de Fernando. Ele era o único herdeiro de Martinho, nobre pertencente ao clã dos Bulhões y Taveira de Azevedo.
Graças à sua dedicação aos humildes, Santo Antônio foi eleito pelo povo o protetor dos desvalidos. Transformou-se num dos filhos mais amados da Igreja, um porto seguro a qual todos – sem exceção – podem recorrer. Miscigenado com outras culturas (nomeadamente afro-brasileiras e indo-portuguesas), Santo Antônio tornou-se um dos santos de maior devoção de todos os povos e é sem dúvida o primeiro português com projeção universal. De Lisboa ou de Pádua, é por excelência o Santo "milagreiro", "casamenteiro", do "responso" e do Menino Jesus.
Pouco antes de falecer, foi morar com seus irmãos franciscanos, perto de Pádua, no convento de Arcella, em Camposampiero. Nesse lugar retirado, a pedido do Cardeal de Óstia, dedicou-se a escrever os sermões das festas dos grandes santos e de todos os domingos do ano. Mas sempre saia para pregações, por exemplo, durante a Quaresma, até ser vitimado, por uma hidropisia maligna, na sexta-feira, de 13 de junho de 1231. Daí a origem do seu dia.
Foi tanta a repercussão de sua morte e tantos os milagres, que, onze meses depois, foi canonizado pelo Papa Gregório IX. Em 1263, quando seu corpo foi exumado, sua língua estava intacta e continua assim até hoje, numa redoma de vidro, na Basílica de Santo Antônio, em Pádua, onde estão seus restos mortais. Mais tarde, em 1934, foi declarado Padroeiro de Portugal. E em 1946, o Papa Pio XII proclamou Santo Antônio ‘Doutor da Igreja’, com o título de ‘Doutor Evangélico’.